Trombose venosa
Também chamada de trombose; tromboflebite; trombose venosa profunda · em inglês: venous thrombosis; deep vein thrombosis
Cardiovascular · Veia, Seio venoso dural, Microcirculação
Sequência molecular e celular, exames complementares e diferenciais.
Objetivos de aprendizagem
- Aplicar a tríade de Virchow para explicar por que um trombo se formou naquele vaso.
- Distinguir, na lâmina, trombo intravital de coágulo post mortem.
- Datar aproximadamente um trombo pela presença de organização e recanalização.
- Ligar a morfologia do trombo aos desfechos possíveis: lise, propagação, embolia e organização.
Definição
Formação de massa sólida a partir dos componentes do sangue dentro de um vaso íntegro, em vida, aderida à parede vascular e resultante da combinação de lesão endotelial, alteração do fluxo e hipercoagulabilidade.
Antes de olhar a lâmina: a histologia normal
Uma alteração só é alteração em relação a alguma coisa. Estabeleça a referência primeiro.
Veias normais
Parede fina em relação ao lume, camadas mal delimitadas, média pobre em músculo liso, adventícia proeminente e luz ampla, habitualmente colapsada ou contendo apenas hemácias soltas. Endotélio contínuo e liso — nada aderido a ele.
Artérias normais, para contraste
Lâmina elástica interna nítida, média espessa e organizada. Guardar essa diferença é o que permite dizer, diante de um trombo, se o vaso comprometido era artéria ou veia — informação que muda inteiramente a interpretação clínica.
Etiologia e fatores de risco
Estase venosa
fisica
Fluxo lento impede a diluição dos fatores de coagulação ativados e o aporte de inibidores; permite ainda o contato prolongado de plaquetas e leucócitos com o endotélio. É o componente dominante na trombose venosa.
Lesão endotelial
fisica
Trauma, cateter, inflamação ou hipóxia convertem o endotélio de superfície antitrombótica em superfície pró-trombótica, com exposição de fator tecidual e perda de trombomodulina e prostaciclina.
Estados de hipercoagulabilidade
genetica
Herdados (fator V de Leiden, mutação da protrombina, deficiências de proteína C, S e antitrombina) ou adquiridos (neoplasia, síndrome antifosfolípide, gestação, contraceptivos), deslocam o equilíbrio hemostático para a formação de fibrina.
Fatores de risco
- Imobilização prolongada e pós-operatórioestabelecido — A bomba muscular da panturrilha é o principal motor do retorno venoso dos membros inferiores; sem contração, a estase se instala nos seios valvares.
- Neoplasia malignaestabelecido — Tumores liberam fator tecidual e micropartículas pró-coagulantes na circulação, além de comprimirem vasos mecanicamente.
- Gestação e puerpérioestabelecido — Elevação fisiológica de fibrinogênio e de fatores de coagulação, com compressão das veias ilíacas pelo útero gravídico.
Do gatilho à manifestação clínica
Cada seta responde a uma pergunta: por que o próximo evento acontece?
Mecanismo patológico geral
O conceito reutilizável primeiro, a aplicação a esta doença depois. Separar os dois é o que permite reconhecer o mesmo mecanismo em outro órgão.
Trombose
Formação de um coágulo dentro de um vaso íntegro, em vida. Depende de três condições que se somam: lesão endotelial, alteração do fluxo (estase ou turbulência) e hipercoagulabilidade. O trombo é um evento com história: ele cresce, se organiza, recanaliza ou se desprende — e a morfologia registra em que ponto dessa história o material foi retirado.
Nesta doença: No território venoso, a tríade de Virchow pende para a estase. O trombo tipicamente nasce nos seios valvares da panturrilha, onde o fluxo é naturalmente turbilhonar e lento; por isso é rico em hemácias e fibrina e pobre em plaquetas — o "trombo vermelho", diferente do trombo arterial, plaquetário e de crescimento contra o fluxo.
Reparo e fibrose
Quando o parênquima perdido não pode ser reposto — porque as células não se dividem, porque a matriz de suporte foi destruída, ou porque a agressão persiste — o tecido é substituído por colágeno. O reparo restaura a continuidade, não a função. Fibrose é reparo que não sabe parar, e o custo é rigidez, retração e distorção arquitetural permanente.
Nesta doença: Se não sofre lise nem emboliza, o trombo é invadido a partir da parede por células endoteliais, células musculares lisas e fibroblastos. Em dias a semanas ele se converte em tecido conjuntivo aderido à íntima, e novos canais endotelizados o atravessam — a recanalização, que restitui fluxo parcial e sequela valvar permanente.
Isquemia e infarto
Redução do aporte de oxigênio e de substratos abaixo do necessário para manter a produção de ATP. A célula perde as bombas iônicas antes de perder a integridade da membrana, e é por isso que a lesão isquêmica tem uma janela reversível. Ultrapassada a janela, instala-se necrose; a área resultante é delimitada pelo território de irrigação, não pelos limites anatômicos do órgão.
Nesta doença: A oclusão venosa não interrompe o aporte arterial: o sangue continua entrando e não sai. O resultado é congestão intensa, hemorragia intersticial e, quando a pressão iguala a arterial, infarto hemorrágico — mecanismo distinto do infarto branco por oclusão arterial.
Cadeia causal específica
Gatilho / etiologia
Estase no seio valvar, com ou sem lesão endotelial associada
A geometria do seio valvar cria um redemoinho de baixa velocidade. Imobilidade elimina a bomba muscular que normalmente lava esse recesso, e o sangue permanece parado ali por tempo suficiente para que a coagulação escape do controle local.
Alvo molecular ou celular
Superfície endotelial e o equilíbrio hemostático local
O endotélio quiescente é ativamente antitrombótico: expressa trombomodulina, heparan sulfato e produz prostaciclina e óxido nítrico. Hipóxia e citocinas do sangue estagnado suprimem esses fatores e induzem fator tecidual e inibidor do ativador de plasminogênio.
Resposta celular
Adesão plaquetária e ativação da cascata da coagulação
Com a superfície convertida, plaquetas aderem e a trombina gerada localmente converte fibrinogênio em fibrina. Neutrófilos aderentes liberam redes de cromatina extracelular que servem de arcabouço adicional para a malha de fibrina.
Na lâmina: Malha de fibrina com plaquetas aderidas ao endotélio
Resposta tecidual
Crescimento laminar do trombo na direção do fluxo
Cada nova camada de plaquetas e fibrina aprisiona hemácias e se deposita sobre a anterior. A alternância entre camadas claras (plaquetas e fibrina) e escuras (hemácias) é o que produz as linhas de Zahn — prova de que houve fluxo durante a formação, ou seja, de que o trombo é intravital.
Na lâmina: Linhas de Zahn e aderência firme à parede
Achado morfológico
Organização e recanalização
A partir da parede, brotos capilares e miofibroblastos invadem a massa. Ela é progressivamente substituída por tecido conjuntivo, e canais revestidos por endotélio a atravessam. O vaso deixa de estar ocluído, mas nunca volta a ser o que era.
Na lâmina: Tecido de granulação dentro do trombo, com neovasos endotelizados
Perda ou alteração de função
Hipertensão venosa distal e incompetência valvar
A organização destrói as válvulas envolvidas. Sem elas, a coluna de sangue não é segmentada, e a pressão hidrostática se transmite integralmente à microcirculação distal.
Manifestação clínica
Edema, dor e empastamento do membro
A pressão venosa elevada aumenta a filtração capilar além da capacidade de drenagem linfática. A distensão da parede venosa inflamada é o que produz a dor à palpação.
Complicação
Embolia pulmonar e síndrome pós-trombótica
Um fragmento que se desprende segue o retorno venoso até a artéria pulmonar; o calibre em que impacta define desde silêncio clínico até morte súbita. Nos que não embolizam, a incompetência valvar residual produz hipertensão venosa crônica, hiperpigmentação e úlcera de estase.
Macroscopia
Massa intraluminal firme, seca e aderida à parede
Necessário- Por que aparece:
- Deposição laminar de fibrina e plaquetas sobre endotélio ativado.
- O que significa:
- Aderência é o traço macroscópico que separa trombo de coágulo post mortem, que se destaca com facilidade.
Coágulo post mortem com camada superior amarelada e inferior vermelho-escura
Suficiente- Por que aparece:
- Sedimentação de hemácias após a parada circulatória, sem fluxo e sem adesão.
- O que significa:
- Aspecto de "gordura de galinha" sobre "geleia de groselha"; elástico, não aderente — artefato, não doença.
No microscópio, na ordem certa
Panorâmica → arquitetura → compartimento → padrão celular → citologia → síntese.
Procure primeiro: Identifique primeiro o vaso: artéria ou veia? Depois, se o material intraluminal toca a parede em algum ponto ou está livre no lume.
Lume ocupado por massa em contato com a íntima
Necessário- Por que aparece:
- Adesão do trombo à superfície endotelial lesada.
- O que significa:
- Sem ponto de adesão em nenhum corte, a hipótese de artefato de coleta ou coágulo post mortem precisa ser considerada.
Parede vascular de camadas mal definidas e média delgada
Frequente- Por que aparece:
- Anatomia venosa normal: parede fina, média pobre em músculo liso e lume amplo.
- O que significa:
- Estabelece o território — trombose venosa e arterial têm patogenias e consequências distintas.
Síntese diagnóstica
Uma massa aderida à parede, com linhas de Zahn, estabelece trombo intravital e dispensa a discussão sobre artefato post mortem. A presença ou ausência de organização e de recanalização faz a datação relativa: recente (fibrina e hemácias, sem tecido invadindo), em organização (granulação penetrando), antigo (conjuntivo denso com canais endotelizados). O que a lâmina não responde é *por que* houve trombose — a tríade de Virculow se completa com dados clínicos e laboratoriais, nunca só com morfologia.
Lâminas de referência
Catalogadas nos atlas de origem. Seleção editorial primeiro; o inventário completo de cada entrada fica a um clique.
Demais referências catalogadas (120)
- Macroscopia Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
Espécime. Massa irregular de tecido de cor esbranquiçada, consistência macia e friável, com fragmentos menores semelhantes que foram agrupados para a foto com a massa maior. Ao corte, aspecto notavelmente homogêneo, lembrando tecido nervoso imaturoDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui
- Macroscopia Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
Espécime. Massa irregular de tecido de cor esbranquiçada, consistência macia e friável, com fragmentos menores semelhantes que foram agrupados para a foto com a massa maior. Ao corte, aspecto notavelmente homogêneo, lembrando tecido nervoso imaturoDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Trombose em pequenos vasos
Espécime. Massa irregular de tecido de cor esbranquiçada, consistência macia e friável, com fragmentos menores semelhantes que foram agrupados para a foto com a massa maior. Ao corte, aspecto notavelmente homogêneo, lembrando tecido nervoso imaturoDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Trombose em pequenos vasos
Espécime. Massa irregular de tecido de cor esbranquiçada, consistência macia e friável, com fragmentos menores semelhantes que foram agrupados para a foto com a massa maior. Ao corte, aspecto notavelmente homogêneo, lembrando tecido nervoso imaturoDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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- Imuno-histoquímicaGFAP Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
GFAP. Positivo em várias células em mitoseDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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- Imuno-histoquímicaGFAP Direitos aprovados
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- Imuno-histoquímicaGFAP Direitos aprovados
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- Imuno-histoquímicaGFAP Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
Mitoses. Numerosas, na maioria típicas, algumas atípicas. Ver outras na imunohistoquímica para GFAPDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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- Imuno-histoquímicaGFAP Direitos aprovados
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- Imuno-histoquímicaHE Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
Vasos. Diferente do habitual em gliomas de alto grau, não se observava proliferação endotelial intensa, com formação de pseudoglomérulos . Os núcleos de células endoteliais são por vezes tumefeitos, mas em HE não se observa empilhamento das mesmas, com obliteração da luz capilar. Os vasos são melhor estudados na imuno…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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- Imuno-histoquímicaGFAP Direitos aprovados
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- Imuno-histoquímicaHE Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
Vasos. Diferente do habitual em gliomas de alto grau, não se observava proliferação endotelial intensa, com formação de pseudoglomérulos . Os núcleos de células endoteliais são por vezes tumefeitos, mas em HE não se observa empilhamento das mesmas, com obliteração da luz capilar. Os vasos são melhor estudados na imuno…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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- Imuno-histoquímicaGFAP Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
Mitoses. Numerosas, na maioria típicas, algumas atípicas. Ver outras na imunohistoquímica para GFAPDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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- Imagem anatomopatológica Direitos aprovados
Trombose em pequenos vasos
Células neoplásicas. Os núcleos relativamente monomórficos são circundados por citoplasma róseo de limites imprecisos. Este é, por vezes, abundante, dando às células aspecto de astrócitos gemistocíticos. Em áreas, o caráter astrocitário com prolongamentos citoplasmáticos fica nítido. Atipias nucleares ou multinucleaçã…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Trombose em pequenos vasos
Uma feição que distingüe o presente tumor dos gliomas de alto grau habituais no adulto é a delimitação precisa da neoplasia em relação ao tecido nervoso. Não se observa o caráter infiltrativo clássico , com aumento gradual da celularidade ao progredir-se do tecido vizinho ao interior do tumor. A delimitação precisa na…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Trombose em pequenos vasos
Uma feição que distingüe o presente tumor dos gliomas de alto grau habituais no adulto é a delimitação precisa da neoplasia em relação ao tecido nervoso. Não se observa o caráter infiltrativo clássico , com aumento gradual da celularidade ao progredir-se do tecido vizinho ao interior do tumor. A delimitação precisa na…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Trombose em pequenos vasos
Necroses em pseudopaliçada. Apesar da uniformidade celular e vasos delicados, havia áreas pequenas de necrose com contornos geográficos e adensamento das células na periferia lembrando paliçadas, idênticas às necroses em pseudopaliçada, clássicas do glioblastoma multiforme . No interior observavam-se células necrótica…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Necroses em pseudopaliçada. Apesar da uniformidade celular e vasos delicados, havia áreas pequenas de necrose com contornos geográficos e adensamento das células na periferia lembrando paliçadas, idênticas às necroses em pseudopaliçada, clássicas do glioblastoma multiforme . No interior observavam-se células necrótica…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Necroses em pseudopaliçada. Apesar da uniformidade celular e vasos delicados, havia áreas pequenas de necrose com contornos geográficos e adensamento das células na periferia lembrando paliçadas, idênticas às necroses em pseudopaliçada, clássicas do glioblastoma multiforme . No interior observavam-se células necrótica…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Necroses em pseudopaliçada. Apesar da uniformidade celular e vasos delicados, havia áreas pequenas de necrose com contornos geográficos e adensamento das células na periferia lembrando paliçadas, idênticas às necroses em pseudopaliçada, clássicas do glioblastoma multiforme . No interior observavam-se células necrótica…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Necroses em pseudopaliçada. Apesar da uniformidade celular e vasos delicados, havia áreas pequenas de necrose com contornos geográficos e adensamento das células na periferia lembrando paliçadas, idênticas às necroses em pseudopaliçada, clássicas do glioblastoma multiforme . No interior observavam-se células necrótica…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Uma feição que distingüe o presente tumor dos gliomas de alto grau habituais no adulto é a delimitação precisa da neoplasia em relação ao tecido nervoso. Não se observa o caráter infiltrativo clássico , com aumento gradual da celularidade ao progredir-se do tecido vizinho ao interior do tumor. A delimitação precisa na…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Uma feição que distingüe o presente tumor dos gliomas de alto grau habituais no adulto é a delimitação precisa da neoplasia em relação ao tecido nervoso. Não se observa o caráter infiltrativo clássico , com aumento gradual da celularidade ao progredir-se do tecido vizinho ao interior do tumor. A delimitação precisa na…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.
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Colorações, imuno-histoquímica e molecular
Cada exame responde a uma pergunta. Resultado isolado não é diagnóstico.
Tricrômico de Masson
- Responde:
- Quanta fibrose já substituiu a fibrina? Ou seja: qual a idade aproximada do trombo?
- Padrão esperado:
- Fibrina em vermelho-alaranjado; colágeno maduro em azul (ou verde, conforme o protocolo). A proporção entre os dois é o cronômetro.
- Controles:
- Controle de tecido com colágeno maduro conhecido em cada bateria.
- Limitações:
- A conversão fibrina→colágeno é gradual e influenciada por idade e comorbidades: a datação é aproximada, nunca precisa.
- Não distingue trombo organizado de fibrose intimal preexistente sem correlação arquitetural.
- Muda o diferencial:
- Permite separar trombo recente de trombo antigo recanalizado — distinção com implicação direta em contexto médico-legal e na decisão de anticoagular.
CD31 ou CD34
- Responde:
- Os canais que atravessam a massa organizada são realmente revestidos por endotélio?
- Padrão esperado:
- Marcação membranar em células que revestem os neocanais.
- Controles:
- Vasos preexistentes da parede servem como controle interno positivo.
- Limitações:
- Não distingue neovaso de vaso preexistente englobado pelo trombo.
- CD34 também marca células progenitoras e alguns tumores fusocelulares.
- Muda o diferencial:
- Confirma recanalização verdadeira, separando-a de fendas de retração produzidas no processamento.
Da morfologia ao sintoma
| Achado morfológico | Consequência funcional | Manifestação |
|---|---|---|
| Trombo oclusivo em veia profunda de membro inferior | Bloqueio do retorno venoso com elevação da pressão hidrostática distal. | Edema unilateral, dor à palpação e empastamento da panturrilha. |
| Trombo friável, pouco aderido, em segmento proximal | Alto risco de desprendimento e migração pelo retorno venoso. | Embolia pulmonar: dispneia súbita, dor pleurítica ou colapso hemodinâmico. |
| Trombo organizado e recanalizado com destruição valvar | Refluxo venoso e hipertensão venosa crônica. | Síndrome pós-trombótica: edema crônico, dermatite ocre e úlcera de estase maleolar. |
Normal × patológico, lado a lado
| Aspecto | Normal | Patológico |
|---|---|---|
| Conteúdo luminal | Hemácias soltas, sem estrutura, frequentemente removidas no processamento. | Massa estruturada, laminada e aderida à íntima. |
| Endotélio | Contínuo, achatado, antitrombótico. | Descontínuo ou ativado, com plaquetas e fibrina aderidas. |
| Válvula venosa | Folhetos delgados e móveis, com seio valvar livre. | Espessada, retraída ou incorporada ao tecido conjuntivo do trombo organizado; incompetente. |
Diagnósticos diferenciais
Coágulo post mortem
- Por que confunde:
- Também ocupa a luz vascular e é encontrado em necropsia.
- Compartilham:
- massa intraluminal; fibrina; hemácias
- Discriminador:
- Ausência de adesão à parede, ausência de linhas de Zahn e sedimentação em duas camadas por gravidade. Consistência elástica, "em molde do vaso".
- Armadilha de amostragem:
- Um único corte pode não incluir o ponto de adesão; cortes adicionais são necessários antes de afirmar que não há aderência.
Êmbolo tumoral intravascular
- Por que confunde:
- Material sólido ocluindo a luz, frequentemente com fibrina associada.
- Compartilham:
- oclusão luminal; fibrina de superfície
- Discriminador:
- Presença de células epiteliais ou mesenquimais atípicas coesas dentro da massa.
- Exame que resolve:
- Painel imuno-histoquímico de citoqueratinas e marcadores de linhagem.
Vasculite com trombose secundária
- Por que confunde:
- Trombo presente e evidente; a causa na parede passa despercebida.
- Compartilham:
- trombo aderido; infiltrado inflamatório
- Discriminador:
- Infiltrado inflamatório transmural com necrose fibrinoide na parede, e não apenas na interface com o trombo.
- Exame que resolve:
- Elástica de van Gieson para avaliar destruição da lâmina elástica; sorologias.
Endocardite trombótica não bacteriana
- Por que confunde:
- Vegetações de fibrina e plaquetas, morfologicamente semelhantes ao trombo.
- Compartilham:
- fibrina; plaquetas; ausência de bactérias
- Discriminador:
- Localização valvar cardíaca, aderência ao folheto sem destruição valvar e ausência de infiltrado inflamatório significativo.
Complicações e prognóstico
- Tromboembolismo pulmonar — Fragmentação e desprendimento do trombo, com migração pelo sistema venoso até impactar na circulação arterial pulmonar.
- Síndrome pós-trombótica — Organização destrói as válvulas venosas; o refluxo resultante mantém hipertensão venosa crônica na microcirculação cutânea.
- Infarto hemorrágico de território drenado — Oclusão venosa com aporte arterial mantido eleva a pressão capilar até a ruptura, inundando o interstício de sangue.
- Trombose séptica — Colonização bacteriana do trombo, que se torna reservatório protegido e fonte de bacteremia persistente.
Armadilhas
- Concluir por coágulo post mortem sem ter procurado adesão em mais de um plano de corte.
- Datar um trombo com precisão de horas — a morfologia dá faixas, não relógios.
- Ignorar a parede do vaso: vasculite e neoplasia são causas que só aparecem se forem procuradas.
- Assumir trombose arterial por analogia quando a parede examinada é claramente venosa.
- Interpretar fendas de retração do processamento como recanalização, sem confirmar endotélio.
Resumo de alta retenção
- Tríade de Virchow: lesão endotelial, alteração do fluxo, hipercoagulabilidade. Na veia, a estase domina.
- Linhas de Zahn = formação sob fluxo = trombo intravital. Coágulo post mortem não as tem e não adere.
- Datação morfológica: fibrina fresca → tecido de granulação → conjuntivo com canais recanalizados.
- Oclusão venosa com aporte arterial mantido produz infarto hemorrágico, não infarto branco.
- A sequela crônica não é o trombo, é a válvula destruída pela organização.
Autoavaliação
Responda antes de conferir. A devolutiva explica também por que as erradas estão erradas.
Referências, créditos e proveniência
Referências bibliográficas
- Kumar V, Abbas AK, Aster JC. Robbins & Cotran Pathologic Basis of Disease. 10ª ed. Elsevier; 2021. Capítulo de distúrbios hemodinâmicos, tromboembolismo e choque.
- Mackman N, Bergmeier W, Stouffer GA, Weitz JI. Therapeutic strategies for thrombosis: new targets and approaches. Nat Rev Drug Discov. 2020;19(5):333-352.
Entradas catalogadas consolidadas nesta doença
O nome exato encontrado na fonte é preservado. A consolidação é trabalho editorial do Domine Aqui e não é atribuída às instituições de origem.
- Trombose em pequenos vasosFCM/Unicamp · 70 referências · 70 elegíveis
- Vasos com tromboseFCM/Unicamp · 63 referências · 63 elegíveis
- Trombo recenteFCM/Unicamp · 51 referências · 51 elegíveis
- Trombos recentesFCM/Unicamp · 62 referências · 62 elegíveis
- Quando há lise parcial de um tromboFCM/Unicamp · 33 referências · 33 elegíveis
- Trombose em aorta com ateroscleroseFCM/Unicamp · 4 referências · 4 elegíveis
- Trombose do seio sagital superiorFCM/Unicamp · 8 referências · 8 elegíveis
Crédito das fontes
- Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp — Atlas de Anatomia Patológica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp; consulte os créditos da página original. https://anatpat.unicamp.br/