Em revisão médica Neoplasia maligna

Carcinoma papilífero da tireoide

Também chamada de carcinoma papilar da tireoide; CPT · em inglês: papillary thyroid carcinoma; PTC

Endócrino · Tireoide, Linfonodos cervicais

Sequência molecular e celular, exames complementares e diferenciais.

Objetivos de aprendizagem

  • Priorizar as características nucleares sobre a presença isolada de papilas.
  • Distinguir pseudoinclusão citoplasmática de inclusão verdadeira e sulco de artefato.
  • Integrar arquitetura, invasão, subtipo e alterações da via MAPK.

Definição

Carcinoma maligno derivado de célula folicular da tireoide, definido por um conjunto característico de alterações nucleares e frequentemente associado à ativação da via MAPK.

Antes de olhar a lâmina: a histologia normal

Uma alteração só é alteração em relação a alguma coisa. Estabeleça a referência primeiro.

Etiologia e fatores de risco

  • Alterações somáticas da via MAPK, incluindo BRAF V600E e fusões RET

    genetica

    Ativação constitutiva sustenta proliferação e modifica diferenciação nuclear; a alteração varia conforme subtipo e exposição.

Fatores de risco

  • Exposição cervical à radiação ionizante, sobretudo na infânciaestabelecidoQuebras de DNA favorecem rearranjos oncogênicos em células foliculares vulneráveis.

Do gatilho à manifestação clínica

Cada seta responde a uma pergunta: por que o próximo evento acontece?

Mecanismo patológico geral

O conceito reutilizável primeiro, a aplicação a esta doença depois. Separar os dois é o que permite reconhecer o mesmo mecanismo em outro órgão.

  • Displasia

    Proliferação epitelial com perda de maturação e atipia citológica, ainda contida pela membrana basal. Displasia não é câncer, mas é a expressão morfológica das primeiras alterações genéticas clonais: é o ponto do processo em que o desfecho ainda é evitável, e por isso é o alvo dos programas de rastreamento.

    Nesta doença: Ativação MAPK altera polaridade, cromatina e membrana nuclear, gerando clareamento, sobreposição, sulcos e pseudoinclusões em população clonal.

  • Invasão neoplásica

    A célula neoplásica rompe a membrana basal e passa a ocupar o estroma. Isso exige perder adesão, degradar matriz por proteases e adquirir motilidade. A invasão é o critério que separa carcinoma in situ de carcinoma invasor, e é o que abre as rotas linfática, vascular e perineural — ou seja, o que torna a doença sistêmica.

    Nesta doença: O clone infiltra parênquima e vasos linfáticos, explicando metástases cervicais frequentes mesmo em tumores primários pequenos.

Cadeia causal específica

  1. Gatilho / etiologia

    Ativação oncogênica da via MAPK

    BRAF ou fusão de quinase mantém sinal proliferativo em célula folicular sem estímulo fisiológico.

  2. Alvo molecular ou celular

    Programa de diferenciação da célula folicular

    A sinalização modifica arquitetura e membrana nuclear enquanto parte do fenótipo tireoidiano é preservada.

  3. Resposta celular

    Fenótipo nuclear papilífero

    Redistribuição da cromatina e invaginações de membrana produzem clareamento, sulcos e pseudoinclusões.

    Na lâmina: Núcleos aumentados, sobrepostos, claros, sulcados e com pseudoinclusões.

  4. Resposta tecidual

    Papilas verdadeiras e calcificação lamelar

    Eixos fibrovasculares sustentam crescimento; necrose papilar microscópica pode mineralizar em camadas.

    Na lâmina: Papilas com eixo fibrovascular e corpos psamomatosos.

  5. Achado morfológico

    Invasão linfática e disseminação cervical

    Proximidade da rede linfática tireoidiana facilita êmbolos e metástases em linfonodos regionais.

  6. Complicação

    Recorrência locorregional ou extensão extratireoidiana

    Subtipos e alterações de maior risco podem ultrapassar a cápsula e persistir em linfonodos ou tecidos cervicais.

Macroscopia

  • Nódulo firme, branco-acinzentado, infiltrativo ou parcialmente circunscrito, por vezes calcificado

    Frequente
    Por que aparece:
    Proliferação epitelial com fibrose, papilas e depósitos de cálcio.
    O que significa:
    Aspecto sugere malignidade, mas tumores pequenos ou encapsulados podem parecer discretos.

No microscópio, na ordem certa

Panorâmica → arquitetura → compartimento → padrão celular → citologia → síntese.

Procure primeiro: Mapeie interface, cápsula, multifocalidade, papilas e relação com tecidos extratireoidianos.

  • Nódulo papilífero ou folicular distinto do parênquima normal

    Necessário
    Por que aparece:
    Expansão clonal que reorganiza os folículos e pode infiltrar a periferia.
    O que significa:
    Localiza a lesão; arquitetura isolada não define carcinoma papilífero.

Síntese diagnóstica

O carcinoma papilífero é definido pelo fenótipo nuclear em contexto arquitetural adequado. Papilas e psamomas ajudam, mas não substituem a avaliação de núcleos, invasão e subtipo.

Lâminas de referência

Catalogadas nos atlas de origem. Seleção editorial primeiro; o inventário completo de cada entrada fica a um clique.

Demais referências catalogadas (48)

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    PSEUDOINCLUSÕES INTRANUCLEARES resultam de invaginações da membrana nuclear contendo citoplasma. A imagem é criada por superposição, não se tratando de inclusão verdadeira, no sentido de um corpúsculo intranuclear. São uma feição comum do carcinoma papilífero. As fendas da membrana nuclear (abaixo) têm natureza semelh…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    As células tendem a dispor-se ao longo de eixos conjuntivo-vasculares ramificados, formando papilas . As células costumam ser cubóides ou colunares baixas, uniformes e bem diferenciadas. Atualmente, a arquitetura papilífera não é mais considerada o critério decisivo para o diagnóstico deste tipo de tumor, dando-se mai…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    NÚCLEOS CLAROS OU EM VIDRO FOSCODescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    As células tendem a dispor-se ao longo de eixos conjuntivo-vasculares ramificados, formando papilas . As células costumam ser cubóides ou colunares baixas, uniformes e bem diferenciadas. Atualmente, a arquitetura papilífera não é mais considerada o critério decisivo para o diagnóstico deste tipo de tumor, dando-se mai…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    As células tendem a dispor-se ao longo de eixos conjuntivo-vasculares ramificados, formando papilas . As células costumam ser cubóides ou colunares baixas, uniformes e bem diferenciadas. Atualmente, a arquitetura papilífera não é mais considerada o critério decisivo para o diagnóstico deste tipo de tumor, dando-se mai…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    PSEUDOINCLUSÕES INTRANUCLEARES resultam de invaginações da membrana nuclear contendo citoplasma. A imagem é criada por superposição, não se tratando de inclusão verdadeira, no sentido de um corpúsculo intranuclear. São uma feição comum do carcinoma papilífero. As fendas da membrana nuclear (abaixo) têm natureza semelh…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    PSEUDOINCLUSÕES INTRANUCLEARES resultam de invaginações da membrana nuclear contendo citoplasma. A imagem é criada por superposição, não se tratando de inclusão verdadeira, no sentido de um corpúsculo intranuclear. São uma feição comum do carcinoma papilífero. As fendas da membrana nuclear (abaixo) têm natureza semelh…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    PSEUDOINCLUSÕES INTRANUCLEARES resultam de invaginações da membrana nuclear contendo citoplasma. A imagem é criada por superposição, não se tratando de inclusão verdadeira, no sentido de um corpúsculo intranuclear. São uma feição comum do carcinoma papilífero. As fendas da membrana nuclear (abaixo) têm natureza semelh…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    PSEUDOINCLUSÕES INTRANUCLEARES resultam de invaginações da membrana nuclear contendo citoplasma. A imagem é criada por superposição, não se tratando de inclusão verdadeira, no sentido de um corpúsculo intranuclear. São uma feição comum do carcinoma papilífero. As fendas da membrana nuclear (abaixo) têm natureza semelh…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    PSEUDOINCLUSÕES INTRANUCLEARES resultam de invaginações da membrana nuclear contendo citoplasma. A imagem é criada por superposição, não se tratando de inclusão verdadeira, no sentido de um corpúsculo intranuclear. São uma feição comum do carcinoma papilífero. As fendas da membrana nuclear (abaixo) têm natureza semelh…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    CORPOS PSAMOMATOSOS. São corpúsculos calcificados, freqüentemente com estrutura lamelada concêntrica, encontrados geralmente nos eixos conjuntivos das papilas. Têm importância para o diagnóstico de carcinoma papilífero porque são muito mais raros em outros tipos de carcinoma da tiróide como o folicular, medular e anap…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    CORPOS PSAMOMATOSOS. São corpúsculos calcificados, freqüentemente com estrutura lamelada concêntrica, encontrados geralmente nos eixos conjuntivos das papilas. Têm importância para o diagnóstico de carcinoma papilífero porque são muito mais raros em outros tipos de carcinoma da tiróide como o folicular, medular e anap…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    As células tendem a dispor-se ao longo de eixos conjuntivo-vasculares ramificados, formando papilas . As células costumam ser cubóides ou colunares baixas, uniformes e bem diferenciadas. Atualmente, a arquitetura papilífera não é mais considerada o critério decisivo para o diagnóstico deste tipo de tumor, dando-se mai…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    Na literatura norte-americana usa-se a expressão 'Orphan Annie eye' nuclei , pela semelhança com os olhos de uma personagem de histórias em quadrinhos, criada em 1924 por Harold Gray para o jornal Chicago Tribune . Para saber tudo sobre Little Orphan Annie, visite o site http://www.liss.olm.net/loahp.htmlDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    Carcinomas papilíferos podem ocorrer como lesões solitárias ou multicêntricas na tiróide. Alguns tumores são bem delimitados e até encapsulados. Outros, contudo, infiltram o parênquima adjacente com margens mal definidasDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    As células tendem a dispor-se ao longo de eixos conjuntivo-vasculares ramificados, formando papilas . As células costumam ser cubóides ou colunares baixas, uniformes e bem diferenciadas. Atualmente, a arquitetura papilífera não é mais considerada o critério decisivo para o diagnóstico deste tipo de tumor, dando-se mai…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    NÚCLEOS CLAROS OU EM VIDRO FOSCODescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    Carcinomas papilíferos podem ocorrer como lesões solitárias ou multicêntricas na tiróide. Alguns tumores são bem delimitados e até encapsulados. Outros, contudo, infiltram o parênquima adjacente com margens mal definidasDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    Carcinomas papilíferos podem ocorrer como lesões solitárias ou multicêntricas na tiróide. Alguns tumores são bem delimitados e até encapsulados. Outros, contudo, infiltram o parênquima adjacente com margens mal definidasDescrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    As células tendem a dispor-se ao longo de eixos conjuntivo-vasculares ramificados, formando papilas . As células costumam ser cubóides ou colunares baixas, uniformes e bem diferenciadas. Atualmente, a arquitetura papilífera não é mais considerada o critério decisivo para o diagnóstico deste tipo de tumor, dando-se mai…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    CORPOS PSAMOMATOSOS. São corpúsculos calcificados, freqüentemente com estrutura lamelada concêntrica, encontrados geralmente nos eixos conjuntivos das papilas. Têm importância para o diagnóstico de carcinoma papilífero porque são muito mais raros em outros tipos de carcinoma da tiróide como o folicular, medular e anap…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    CORPOS PSAMOMATOSOS. São corpúsculos calcificados, freqüentemente com estrutura lamelada concêntrica, encontrados geralmente nos eixos conjuntivos das papilas. Têm importância para o diagnóstico de carcinoma papilífero porque são muito mais raros em outros tipos de carcinoma da tiróide como o folicular, medular e anap…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    COMPONENTE FOLICULAR. Os carcinomas papilíferos têm pelo menos alguns folículos em meio às papilas. Em alguns, o componente folicular pode predominar muito sobre o papilífero, ou o tumor pode ser exclusivamente folicular. Neste caso, o diagnóstico de carcinoma papilífero baseia-se nas características nucleares (ver ac…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

  • Imagem anatomopatológica Direitos aprovados

    Carcinoma papilífero

    COMPONENTE FOLICULAR. Os carcinomas papilíferos têm pelo menos alguns folículos em meio às papilas. Em alguns, o componente folicular pode predominar muito sobre o papilífero, ou o tumor pode ser exclusivamente folicular. Neste caso, o diagnóstico de carcinoma papilífero baseia-se nas características nucleares (ver ac…Descrição capturada da página de origem, sem revisão médica do Domine Aqui.

    Crédito: Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp · exibição remota no Domine Aqui

Colorações, imuno-histoquímica e molecular

Cada exame responde a uma pergunta. Resultado isolado não é diagnóstico.

  • Tireoglobulina, TTF-1, PAX8 e BRAF VE1

    Responde:
    O tumor é de linhagem folicular tireoidiana e há expressão compatível com BRAF V600E?
    Padrão esperado:
    Marcadores de linhagem positivos; VE1 citoplasmático em tumores com BRAF V600E validado.
    Limitações:
    • Marcadores de linhagem não separam benigno de maligno; VE1 exige controle e confirmação conforme laboratório.
    Muda o diferencial:
    Confirma origem tireoidiana em metástase e pode apoiar via molecular, mas morfologia define a entidade.
  • Painel de BRAF e fusões de quinase

    Responde:
    Qual alteração direcionadora da via MAPK está presente?
    Padrão esperado:
    BRAF V600E no padrão clássico ou fusões RET/NTRK em subconjuntos mutuamente exclusivos.
    Limitações:
    • Ausência das alterações pesquisadas não exclui carcinoma papilífero.
    Muda o diferencial:
    Pode apoiar classificação, prognóstico e opção terapêutica em doença avançada.

Da morfologia ao sintoma

Correlação entre achado morfológico, consequência funcional e manifestação clínica
Achado morfológicoConsequência funcionalManifestação
Invasão linfática intratireoidianaTransporte de células a linfonodos cervicais.Adenomegalia cervical, às vezes primeira manifestação de tumor pequeno.

Normal × patológico, lado a lado

Comparação entre o tecido normal e o tecido alterado, aspecto por aspecto
AspectoNormalPatológico
NúcleosPequenos, redondos, uniformes e escuros.Aumentados, claros, sobrepostos, sulcados e pseudoinclusos.
ArquiteturaFolículos regulares com coloide.Papilas ou folículos neoplásicos com organização anormal.

Diagnósticos diferenciais

  • Nódulo hiperplásico com papilas

    Por que confunde:
    Pode formar projeções papilares e áreas de clareamento focal.
    Compartilham:
    papilas; coloide; nódulo tireoidiano
    Discriminador:
    Núcleos uniformes sem conjunto difuso de clareamento, sulcos, sobreposição e pseudoinclusões.
  • NIFTP

    Por que confunde:
    Apresenta padrão folicular e características nucleares do tipo papilífero.
    Compartilham:
    núcleos do tipo papilífero; arquitetura folicular
    Discriminador:
    Lesão encapsulada, não invasiva, com critérios de exclusão e amostragem completa da cápsula.

Complicações e prognóstico

  • Metástase linfonodal cervicalInvasão de vasos linfáticos transporta o clone a cadeias cervicais.
  • Extensão extratireoidianaCrescimento infiltrativo alcança músculo, nervo ou estruturas aerodigestivas.

Armadilhas

  • Diagnosticar por uma pseudoinclusão isolada.
  • Chamar NIFTP sem amostrar completamente a interface capsular.

Resumo de alta retenção

  • É diagnóstico nuclear: papilas ajudam, mas não bastam.
  • Pseudoinclusão é citoplasma invaginado, não um corpúsculo nuclear verdadeiro.
  • Disseminação linfática cervical é típica; alterações BRAF/fusões ativam MAPK.

Autoavaliação

Responda antes de conferir. A devolutiva explica também por que as erradas estão erradas.

  1. 1.Qual conjunto sustenta melhor carcinoma papilífero da tireoide?

Referências, créditos e proveniência

Referências bibliográficas

  1. WHO Classification of Tumours Editorial Board. Endocrine and Neuroendocrine Tumours. 5ª ed. IARC; 2022. acessar
  2. College of American Pathologists. Protocol for the Examination of Specimens From Patients With Carcinomas of the Thyroid Gland. Version 4.4.0.0. acessar

Entradas catalogadas consolidadas nesta doença

O nome exato encontrado na fonte é preservado. A consolidação é trabalho editorial do Domine Aqui e não é atribuída às instituições de origem.

Crédito das fontes

  • Atlas de Anatomia Patológica — FCM/Unicamp Atlas de Anatomia Patológica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp; consulte os créditos da página original. https://anatpat.unicamp.br/
Registro completo de direitos e alterações editoriais