Índice do currículo

Tissue Preparation

11 lâminas neste ramo

Panorama do setor

Por que a lâmina tem a aparência que tem.

Toda imagem histológica é o produto de uma cadeia de agressões controladas ao tecido. A fixação (formaldeído, que faz ligações cruzadas entre proteínas; glutaraldeído e tetróxido de ósmio para microscopia eletrônica) interrompe a autólise por enzimas hidrolíticas e enrijece a peça. A desidratação em série alcoólica crescente retira a água, a diafanização pelo xilol torna o tecido miscível com a parafina, e a inclusão produz o bloco. A microtomia corta fatias de 5 a 20 µm no micrótomo rotativo; para eletrônica, o ultramicrótomo produz 30 a 60 nm em resina epóxi. O corte é distendido em banho-maria, pescado na lâmina, desparafinado, reidratado, corado, desidratado de novo e montado sob lamínula com meio de índice de refração adequado. Cada etapa deixa marca: o lipídio dissolvido pelo xilol vira vacúolo vazio, a retração cria fendas artefatuais em torno das células, e a faca cega produz estrias paralelas (chatter).

Ao fim deste setor você deve conseguir

  • Explicar o que cada etapa faz ao tecido e o que aconteceria se fosse omitida.
  • Reconhecer, numa lâmina, os artefatos produzidos por falha de cada etapa.
  • Justificar por que gordura e glicogênio exigem técnicas específicas.

Chaves rápidas de identificação

Vacúolo vazio de contorno nítido
Lipídio dissolvido no processamento — não é "buraco" no tecido.
Fenda em volta de células ou feixes
Retração pela desidratação; artefato, não espaço real.
Estrias transversais paralelas
Vibração da navalha (chatter) durante a microtomia.

Lâminas